Paciência, Amor e Tempo – a receita da adoção

22 maio

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Nem toda adaptação acontece de forma rápida, instantânea, fácil. Mas o amor persistente, a paciência e o tempo, a compreensão de que aquele indivíduo quer e precisa amar e ser amado, mas que ele coleciona uma série de lembranças, traumas e experiências que o fazem duvidar do amor, é a receita da adoção.

Humanos que querem adotar, mais do que querem ser adotados, são raros. Mas existem! E nós tivemos a sorte de encontrar esse casal incrível, que entendia que os anos de sofrimento e exposição da Naninha e que a missão de ensina-la a amar e confiar, eram o mais importante. Hoje, viemos contar a história da adoção da Naninha, uma cadelinha que já viu muita coisa nessa vida.

Pra quem não conhece o passado da Naninha, pode conhecer a história completa no nosso facebook:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmedia%2Fset%2F%3Fset%3Da.949457728456645%26type%3D3&width=500

Os primeiros dias da Naninha na nova casa foram tensos, todos precisaram de muita paciência. Com alguns dias a mamãe Fabiana conseguiu conquistar o amor e a confiança da filha, afinal todas as experiências positivas da Naninha ao longo da vida foram com mulheres: sua tutora – a Dona Zilda, moradora de rua, as cuidadoras do período das ruas – Vanessa e Sandra, os lares temporários após o falecimento da tutora – Roberta e Cecília.

Por outro lado, o papai Leonardo levou algumas dentadas, muitos chega pra lá, ignoradas constantes, afinal todas as experiências negativas da Naninha ao longo da vida foram com homens: os crackudos da barreira do Vasco em São Cristóvão que chutavam e jogavam pedra.

Ela tinha 5 irmãos e irmãs peludos nas ruas, mas teve que correr de muitos cães enquanto ainda não era castrada, teve que defender sua comida, atacar para se defender em muitas ocasiões, por isso seu irmão canino JP – que é um Lord!!! – levou também muitas dentadas e passa-foras. Tadinho do JP, foi tão bonzinho e paciente com ela desde o primeiro dia.

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A questão é que os cães traumatizados, com histórias sofridas, não entendem o que está acontecendo. Eles chegam em um lugas estranho, com pessoas estranhas, com hábitos e rotinas estranhas, que ela não reconhece como padrões de segurança. São muitas novidades e a vida ensinou da maneira mais difícil que novidade não é bom. Por que na maioria das vezes, não foi bom mesmo. Eles precisam de tempo para entender que serão amados, que estão seguros e protegidos, que uma nova etapa com boas novidades, com descobertas prazerosas estão chegando.

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E com o tempo, a paciência e o amor, tudo se ajeita! Agora, pouco mais de 1 mês depois da chegada da Naninha à casa nova, ninguém poderia desconfiar que dias tensos antecederam essa calmaria! Agora JP e Naninha são amigos, dividem a cama, o amor e a atenção dos pais, apaixonados, dedicados e especiais que têm.

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Gratidão eterna da Famatilha Pá Pum à família da Naninha ❤

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Uma resposta to “Paciência, Amor e Tempo – a receita da adoção”

  1. Fabiana Moreira 30 de maio de 2016 às 23:12 #

    Lindo texto!! Adorei nossa história sendo contada aqui!! A Naninha está sendo muito amada!! Obrigada por tudo!!

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