Negrita adotada! / Boas adoções nos fazem muito felizes (2)

20 set

Amigos,

Hoje o post é duplo!

Viemos aqui trazer a maravilhosa notícia de que nossa Negrita, cadelinha grávida que resgatamos junto com o Barão ao serem deixados para trás em Santa Teresa após a mudança de seus antigos tutores,  conquistou sua família temporária! Hoje ela tem pai, mãe, irmão-menina, duas irmãs caninas e uma gatinha e um irmão passarinho. Ufa, grande família!

Luciana e seu marido Marcelo já tinham adotado nossa Petúnia, cadela idosa e uma das mais meigas que já passaram pelo PáPum.

As palavras abaixo são de Luciana, adotante que se tornou uma amiga especial, sobre como nossas fofinhas entraram (e se estabeleceram) em sua vida. Ficamos felizes em ter participado da formação desta maravilhosa família.

Curtam e se emocionem conosco! =)

“Fácil não é sinônimo de bom.

Flô, nossa vira-latinha de 9 anos, andava introspectiva desde que suas antigas companheirinhas caninas haviam morrido, velhinhas. Éramos três adultos e uma criança humana em casa: Marcelo, eu, Luísa (nossa filhinha então com 4 anos) e Mi, a babá-tia da Luísa. E Flô. E Marie, a gatinha da Luísa.

Flô me dizia com as orelhas, com a postura e com o rabo que sentia falta de companhia canina. Ela precisava tratar de assuntos de cachorro, sei lá. E por isso, eu, secretamente, e independentemente da trabalheira implícita, ousava pensar que seria uma boa idéia adotar um outro cachorro. Mas Flô era uma cadelinha dominante e, portanto, provavelmente não se relacionaria facilmente com alguém que disputasse com ela a posição hierárquica dentro da matilha.

O Lar Pá Pum era meu contato no Facebook. Por isso conhecemos Petúnia – virtualmente.

Petúnia – hoje nossa PP – era uma cadelinha de pêlo preto e fuço transmutado em branco, corpo salsichudo e perninhas curtas. O bojo do seu olhar transbordava mais doçura do que qualquer meio eletrônico pudesse filtrar. PP era minha namorada virtual. Chamei Marcelo, empapuçada de segundas intenções, e lhe mostrei Petúnia: “Ela não é linda?” “É”, Marcelo consentiu.

Fiz contato com Flávia, que me confirmou a índole pacífica da Petúnia. Marcamos um encontro das totocas na rua. Entendemos as cheiradinhas ‘blasé’ que as duas trocaram como indício de que a relação fluiria tranqüila. Subimos com nossa família aumentada.

Ah, sim. PP já era uma senhorinha. A senhorinha mais brincalhona e animada que já tive o prazer de conhecer, aliás.

Depois disso nos propusemos a oferecer lar voluntário aos cães do Pá Pum. Não porque seria fácil. Mas porque seria bom. Tenho a impressão de que as meninas do Lar Pá Pum nem sabem o bem que nos fizeram em nos permitir praticar esse exercício de generosidade!

Recebemos temporariamente a Fabi – hoje Mya – enquanto acabava seu tratamento de saúde. Fabi partiu nossos corações quando foi embora, pronta para a adoção. Mas em compensação nos deu de presente um precioso casal de amigos quando foi adotada.

Então recebemos a Negrita, uma cadelinha mignon de pelagem preta e arrepiada que, segundo a Flávia, seria ‘pequenininha e calminha’.

Negrita tocou fundo o imaginário afetivo do Marcelo. Começamos a chamá-la de Tulipa. Havíamos incorporado uma terceira flor ao nosso jardim canino.

Mas Tulipa, aqui em casa, correspondia a qualquer coisa deste mundo com exceção da descrição da Flávia. Tulipa se mostrava territorial, agitadíssima e completamente irreverente. Flô não gostou. As duas partiram para uma acirrada disputa territorial. Tulipa expressava essa disputa distribuindo xixis e cocos pela casa, por cima do sofá e até pela nossa cama. Precisei separar brigas, amparei dentadas. Quase fomos ao desespero. Até que Flávia nos indicou os Angel Dogs, grupo de adestramento de cães.

Beatriz, dos Angel Dogs, me explicou que a falta de disciplina da Tulipa não era um problema cognitivo dela, mas sim uma conseqüência da necessidade de disputa territorial. Nossa matilha carecia de um líder. Quem precisava ser adestrada era eu.

Novamente não foi fácil. Adestramento requer esforço, tempo, paciência, carinho, disciplina, um bocado de receptividade e a predisposição para modificar alguns paradigmas. Mas o resultado é mágico. Aprendendo a me comunicar com Tulipa e a me comportar como líder da matilha, as disputas foram imensamente abrandadas, os xixis e cocos passaram a ser depositados em locais convenientes e a paz voltou a reinar em nossa florida casa.”

Nossa querida Petúnia, no lar temporário, antes da adoção.

Petúnia foi a varias feirinhas de adoção, mas estava esperando por Luciana

Negrita (hoje Tulipa) logo após o resgate, barriguda!

Negrita pouco depois de dar à luz. Todos foram adotados.

PP e Tulipa, irmãs e amigas, já na casa de Luciana

PP, Tulipa, Luciana e Flô. Lindas!!!

Quer fazer como Luciana e adotar um dos nossos peludos? Conheça-os aqui.

Também como Luciana, quer oferecer lar temporário para um de nossos cães? Entre em contato através do email larpapum@gmail.com

 

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3 Respostas to “Negrita adotada! / Boas adoções nos fazem muito felizes (2)”

  1. Mylene 20 de setembro de 2012 às 17:10 #

    Ler esse tipo de coisa que deixa meu dia mais feliz! LINDAS!!!!!!!!!

  2. Tana Pereira 21 de setembro de 2012 às 18:00 #

    LUCIANA, VC É MUITO MARAVILHOSA…VC , SUA FAMÌLIA HUMANA E CANINA. AMAMOS VOCÊS.
    TANA E WILSON

  3. aline 23 de setembro de 2012 às 20:36 #

    lindaaaaaaTulipa!!!! não disse pra vc (ainda Negrita) nodia do resgate que tudo ia dar certo ? obrigada por deixar eu fazer parte desta história…… Parabéns Luciana

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